Kibe e Cia – Um achado simpático.

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Lembro bem de quando era criança de um costume religioso que meus pais tinham na sexta a noite: CHURRASCO GREGO num bar/resturante que tinha lá na esquina do Tropical Shopping (hoje é o Dolce Gril e também já foi Pigelatti) que chamava Beiruth.

Papai e mamãe, profissionais autônomos, nem sempre podiam contar com a “assiduidade” e “compromisso” de uma babá. Ou, sexta a tarde, as secretárias do lar começavam a curtir a folga (merecidíssima). Não podia ficar em casa sozinha, era levada para o escritório, fazia as atividades escolares e esperava a noite para ver aquela carne girando…girando…girando…naquela máquina iluminada… (licença para a gargalhada – huashuahshaus – obrigada).

Pois bem. Numa das nossas aventuras daqueles fins de semana que a gente roda…roda…roda mais que juízo de doido e não consegue encontrar um lugar pra matar aquela vontade de comer “não sei o quê”, Betinho lembrou do Kibe e Cia, um árabe que eu morria de vontade de parar, porque sempre achei o lugar #supercharmoso. E lá fomos nós! 😀
O LOCAL
Tem seu encanto (ao menos para mim). Uma casinha de madeira, sozinha, no final da Lagoa da Jansen antes de entrar na Av. dos Holandeses. Tem aquele meia luz amarelada (que eu até tentei captar com a câmera, mas não consegui…hihi). Um lugar simples, que você se sente à vontade (até coloquei meus pés em cima de uma cadeira….mas não me vão imitar essa falta de educação, “vice” meninos e meninas?).
 
NOSSO PEDIDO
Como é um árabe…lá estava o CHURRAS GREGO (R$19,30 meia porção)! Girando…girando…girando…na maquininha de esquentar a carne (que é a churrasqueira de churrasco grego, claro!). Pedimos! (Nossa, só de lembrar até me deu água na boca). 
A carne quentinha vem em pedacinhos, como iscas…então o Sr. Gigi vai colocando uns ingredientes por cima da carne: tomate picadinho, cheiro-verde, cebola picadinha…aí ele joga um molho por cima (que eu acho que é de leite…) Jesus amado! Me socorre! O pedido acompanha 1 pão sírio (que é relativamente grande). Pedimos mais um pão sírio (R$1,00 cada), uma esfirra aberta de ricota (R$3,00 cada) e dois sucos de laranja (R$4,50 cada – que caro!).

Betinho acompanhando “o processo”.
Seu Gigi colocando coisinhas gostosas no nosso churras…
DETALHE À PARTE…
É a pasta de alho! Macia…parece uma maionese só que com o sabor do alho bem marcante mesmo. Combinação perfeita. Já perguntei se vendia separado pra levar pra casa…pena demais que não venda…pra quem gosta vale colocar em cada milímetro do que você for comer.

Melhor foto em  que aparece a pasta de alho (nesse vidro de maionese)…

UMA HISTORINHA
Lembra do Sr. Gigi que mistura os temperinhos que fazem o Churras Grego ficar delícia? Não é que é o mesmo moço que fazia o churras lá no Beiruth quando eu era criança?! Fiquei emocionada. Seu Gigi ficou meio envergonhado e curioso quando nos viu tirando fotos do prato. Até que veio bater um papo com a gente e foi feita a descoberta! Seu Gigi aprendeu o ofício com um grego nativo, o antigo dono do Beiruth. Desde então (há 20 e tantos anos) é especialista na receita. Faz em casa no aniversário dos filhos, para aquele almoção de domingo…e criou todos (com faculdade e tudo!) fazendo seu Churasco Grego! 

Depois dessa história vale ir lá só para conhecer o cidadão, que, tímido, não quis aparecer nas fotos…A gente respeita, é claro… 🙁

O CHURRASCO GREGO (by Wikipedia)

É um prato tradicional turco, e seu nome original é döner kebap (que significa, literalmente, churrasco giratório). Originalmente era grelhado horizontalmente depois que um espeto especial, em forma de L, chamado oltu shish, era inserido sobre sua superfície. As fatias eram mais grossas. No século XIX, a forma atual foi inventada na cidade de Bursa, na Turquia. Este prato, conhecido como İskender kebap (“kebab de Alexandre”), ainda é servido em muitas cidades do país.

Hoje em dia o döner kebab é servido costumeiramente na forma de carne em um tipo de sanduíche feito com um pequeno pide (pão pitaturco). O döner kebab com salada e diversos molhos, servido em diversos países europeus, foi inventado em Berlim-Kreuzberg, na década de 1970, pois o preparo original do prato não agradava o gosto dos alemães; desde então, o prato se tornou um dos tipos de fast-food mais populares no país.
Kibe e Cia, na nossa cotação: 4 estrelas!!!


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Até a próxima aventura!

        

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