Confeitaria Cavé – Um café, amiga especial e uma declaração de saudade…

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O Rio de Janeiro é destino constante em minha vida há uns 5 anos. Três anos morando por lá cuidando da vida acadêmica, me decepcionei e me encantei muitas e muitas vezes com a cidade. O que eu acho mais legal lá é que, você pode viver uma vida inteira na “maravilhosa” e, sempre vai ter algo novo e interessante para conhecer, como aconteceu comigo na Confeitaria Cavé.

Viver um tempo em outra cidade tem suas delícias e tristezas, a maior delas é deixar de conviver diariamente com pessoas especiais que a gente encontra nesses períodos de busca por quem somos e pelo que queremos. Um fato é confirmado: a maioria das minhas voltas ao Rio não é porque ele é “maravilhoso” (e há controvérsias), é porque pessoas maravilhosas ficaram lá.

Em uma dessas “voltas”, a maravilhosa Marianna Teixeira, me levou a um lugar lindo, a Confeitaria Cavé, ou Café Cavé, como muitos cariocas conhecem.

Ambiente

O ambiente tem um ar bem art nouveau, afinal, a confeitaria foi fundada por um francês, Auguste Charles Felix Cavé, na mesma época em que o movimento surgia na França. Então, para gente do mundo moderno como nós, mais acostumada a ambientes clean, pode parecer um pouco over, mas, para quem gosta de lugares históricos, é uma visita e tanto. Hipinotizante.

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Cardápio

Típico de confeitaria, muitos doces, tortas e salgados. Mari pediu uma torrada com queijo (R$7,00) – enoooooorme – e eu fui de croissant com queijo minas (R$7,00) – não ia perder a oportunidade de comer um original francês… Bebemos refresco de uva (R$3,00 cada copo).

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Impressões

No meio da bagunça do Centro do Rio de Janeiro, em época ensolarada, entrar na Cavé é um alívio. Literalmente a gente é transportado para outro mundo, outra época. O legítimo croissant francês estava mesmo uma delícia. Não sei se pela fome, ou pela sensação de refúgio no meio da “energia” carioca, ou ainda pela companhia, tudo estava bom. Massa fofinha e o queijo derretido por dentro… Provei das torradas e também eram muito boas… Estavam moreninhas e eram enormes.

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A Marianna Teixeira. (Ela vai me matar por postar essa foto).

Atendimento

O atendimento foi bem atencioso. Os pedidos chegaram rápido. Nada a desejar.

Curiosidade

As mesas e cadeiras de madeira foram projetadas por um espanhol radicado no Brasil. É também a confeitaria/cafeteria mais antiga do Rio, foi fundada antes da famosa Colombo. Os lustres e vitrais são franceses.

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Com a aproximação do centenário de fundação da casa, a questão da conservação do seu patrimônio arquitetônico tornou-se um problema para os atuais proprietários, em particular quando, na década de 1980, a prefeitura instituiu o projeto do “corredor cultural”, visando a proteção e o tombamento de dezenas de imóveis históricos no centro da cidade.

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Entrada pela Rua Sete de Setembro

Por essa razão a empresa viu-se forçada a fechar temporariamente as suas portas no tradicional endereço, reabrindo em um imóvel vizinho na rua Sete de Setembro. Atualmente encontra-se reaberta, oferecendo ao público em geral este tradicional espaço de encontro para tomar chá ou café, fazer refeições ligeiras, e vivenciar um momento da vida elegante do Rio Antigo. (Fonte: Wikipedia e site oficial da Casa Cavé).

Pontuação: :):):) (bom)
Média de preço: $ (até R$20) – 😐 (por pessoa)
Endereço: Rua Sete de Setembro, 137 e Rua Uruguaiana, 11, Centro, Rio de Janeiro.
Informações e reservas: Rua Sete de Setembro – (21) 2222-2358
Rua Uruguaiana – (21) 2221-0533
Horário: segunda a sexta – 9h às 19h
Sábado – 9h às13h
Pagamento: dinheiro, cartões de débito e VR.
Site
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