Livros de gastronomia para ler antes de morrer
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Livros de gastronomia para ler antes de morrer

Preparamos uma lista com 10 livros imperdíveis para quem ama gastronomia.
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Ama gastronomia e tudo relacionado a comida? Preparamos uma lista com 10 livros que você não pode deixar de ler.

De simples curioso, a gourmet, gourmand, cozinheiro amador, ou profissional, preparamos uma lista com livros de gastronomia que qualquer pessoa que ama comer e ler sobre comida não pode deixar de ter. Se você tiver mais sugestões, manda pra gente. Deixa uma dica nos comentários que a gente vai aumentando a lista.

1. A fisiologia do gosto, de Brillat-Savarin

A fisiologia do gosto, certidão de nascimento da gastronomia, é uma obra escrita para paladares delicados e desapressados. Indicado para quem se delicia com petiscos fugazes, sente um prazer quase espiritual ao folhear as páginas amareladas de um velho caderno de receitas manuscritas e é capaz de evocar o clima de uma época em que se preparava uma perna de vitela com três pombos velhos e vinte e cinco lagostins. Foi escrito por um jurista francês que explorou os mais diversos aspectos e fatos da cultura gastronômica da França, e escreveu o primeiro importante tratado gastronômico, referência até os dias atuais.

Fisiologia do gosto

2. Le Guide Culinaire, Auguste Escoffier

Auguste Escoffier foi o precursor da moderna cozinha, uma espécie de fundador da escola de culinária francesa. Inventor do pêssego Melba, ele criou inúmeras receitas e modernizado radicalmente a cozinha e seus métodos de trabalho. Todos os conceitos básicos e todos os clássicos pratos franceses estão reunidos neste volume de mais de 5.000 receitas. Infelizmente, não tem tradução para o português.

Le guide culinaire

3. Larousse Gastronomique

“Larousse Gastronomique” tem sido um recurso de conhecimento culinário desde a sua primeira publicação em 1938. Uma verdadeira enciclopédia da gastronomia sobre tudo, desde cozinhar, técnicas, ingredientes e receitas, a equipamentos, histórias de alimentos. É um livro que todo cozinheiro deve ter em casa. É fácil de usar e também recomendado como uma leitura para quem gosta de comida. São 3.800 receitas para cozinhar de tudo de forma fácil.

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4. Petit Larousse do Chocolate

Ainda na “vibe” do Larousse, um incrível guia para quem prefere receitas e técnicas para adoçar a vida com chocolates, bolos e ganaches. 170 receitas à base de chocolate, dicas de técnicas e instrumentos.

Petit Larousse do Chocolate

5. O homem que comeu de tudo, Jeffrey Steingarten

Em 1989, Jeffrey Steingarten tomou uma decisão drástica – vítima feliz de uma ‘doença’ peculiar – obsessão não natural por comida -, abandonou a carreira de advogado para se tornar crítico gastronômico da Vogue. De lá para cá, nada mais o deteve. Vai ao Japão para provar um bife, o Wagyu, pura carne de uma antiga raça de gado japonês paparicada ao longo da vida com massagem e acupuntura. Em Palermo, resolve escalar o etna e descobrir as origens do sorvete. A paixão pelo chucrute o leva à Alsácia, o cheiro das trufas ao Piemonte. Impetuoso e implacável- além de auto-irônico, naturalmente-, descobre que o segredo das batatas fritas mais sublimes é fritá-las em gordura de cavalo. Steingarten é o homem que comeu de tudo e sobreviveu para contar. E nós somos seus convidados no banquete delicioso que é este livro.Esta é uma antologia dos artigos do temido e festejado crítico gastronômico da Vogue americana. Como a personalidade do autor, o conjunto é heterogêneo: livro de receitas, relato de viagens, crônica de costumes… Steingarten é o homem que comeu de tudo e sobreviveu para contar – neste livro divertido e impiedosamente irônico.

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6. Especiarias e ervas aromáticas, Jean-Marie Pelt

Nos séculos XV e XVI, as especiarias eram um bem tão valioso que impulsionaram as Grandes Navegações. Bem antes disso, já figuravam na Bíblia. No século XVIII um explorador curiosamente chamado Pedro Pimenta aclimatou mudas e sementes em terras francesas, de onde seriam ‘conseguidas’ mudas ofertadas a d. João VI e plantadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Neste livro, Jean-Marie Pelt não apenas conta histórias e lendas interessantes que cercam as especiarias, ele também diagnostica suas características botânicas, farmacológicas e, naturalmente, culinárias. Dentre outras coisas, aprendemos que há pelo menos seis variedades de pimenta-do-reino; que a baunilha não é uma vagem; e as melhores maneiras de utilizar as ervas de Provence.

Ervas aromáticas

7. Histórias, lendas e curiosidades da gastronomia, Roberta Malta Saldanha

O livro Histórias, lendas e curiosidades da gastronomia é uma verdadeira compilação de curiosidades sobre a origem de bebidas e pratos notáveis, bem como a utilização dos ingredientes na culinária mundial. Apresentado como dicionário, mas dividido por temas (Aves e caças, Azeites, Banquetes, Bebidas etc.), a obra pretende desfazer alguns mitos e ressaltar os aspectos inusitados que cercam a criação de determinados pratos e ingredientes. Roberta Malta Saldanha recorre a uma linguagem simples, precisa e agradável, com base em extensa pesquisa. Desde suas primeiras páginas, o livro desperta a curiosidade do leitor para as divertidas histórias apresentadas.

Histórias, lendas e curiosidades da gastronomia

8. As receitas amorosas de uma feiticeira, Brigitte Bulard-Cordeau

Esse é o livro de gastronomia mais impressionante, lindo e bem diagramado da face da terra. Parece um livro de receitas antigo, cheio de colagens e desenhos. Desde a Idade Média, as feiticeiras manipulavam ervas medicinais, prestavam serviços espirituais e preparavam magias para conquistas amorosas. Neste livro, Brigitte, a feiticeira, revela muitas das receitas de seu ‘livro de magia do amor’. (Brigitte, na verdade, não é bruxa, é só o “mote” para deixar as receitas do livro ainda mais misteriosas e saborosas. Ela é uma escritora francesa premiadíssima). Se as receitas encantam mesmo, só experimentando.

As receitas amorosas de uma feiticeira

9. Escoffianas brasileiras, Alex Atala (ESGOTADO)

O nome é uma referência a Auguste Escoffier e às Bachianas Brasileiras, de Villa-Lobos. A analogia refere-se ao maestro ter utilizado o nome do compositor Bach para batizar a música brasileira. Atala faz o mesmo com Escoffier e desbrava a gastronomia nacional. É, talvez, o principal trabalho sobre produtos e ingredientes brasileiros, com as receitas e técnicas do chef, e fotos impressionantes.

Escoffianas Brasileiras

10. COCO, Phaidon

‘Coco’ é um guia sobre os talentos do mundo dos restaurantes internacionais. Apresenta 100 chefs contemporâneos de todos os cantos do globo indicados por 10 cozinheiros ícones – Ferran Adrià, Mario Batali, Shannon Bennett, Alain Ducasse, Fergus Henderson, Yoshihiro Murata, Gordon Ramsay, René Redzepi, Alice Waters e Jacky Yu. Parte livro de receitas, parte guia de e parte sobre quem é quem na cena internacional de alimentos, ‘Coco’ é um livro de referência em culinária para chefs e amantes da boa comida.

COCO

11. Como cozinhar sem receitas, Glyn Christian

Em ‘Como cozinhar sem receitas’, o chef inglês Glynn Christian pretende mostrar como é possível criar pratos considerados como fabulosos sem que se tenha que bancar o robô o tempo todo, reproduzindo receitas criadas por outras pessoas. O autor defende o prazer e a liberdade de improvisar na cozinha, e para isso ele visa ensinar como discernir gostos e sabores, como reconhecer os ingredientes que possuem afinidades naturais ou que se complementam e como combiná-los de acordo com o que ele chama de ‘Trilha do Sabor’. (Estou lendo… e me encantando ainda mais pela possibilidade de aprender a cozinhar).

Como cozinhar sem receita

12. Banquete, Roy Strong

|Dica da querida Karen Moraes| O que acontece quando nos reunimos para jantar? Mais do que apenas comer, acredita o historiador Roy Strong, que nesse “Banquete” analisa cinco milênios de refeições cerimoniais, dos antigos babilônios até os dias atuais, mostrando como os costumes que cercam os grandes jantares espelham de maneira privilegiada a estrutura social. Tendo como foco aquela que durante séculos foi a principal refeição do dia, o jantar, o autor examina, apoiado em narrativas literárias e farto material iconográfico, o desenvolvimento das maneiras à mesa. O tema central de Banquete é a conexão entre o que acontece às refeições e a estrutura da sociedade, mostrando como o ritual que cerca a alimentação é um teatro no qual se representam de maneira clara a estratificação social e as relações de poder. Ao mesmo tempo erudito e cheio de curiosidades, esse livro ilustrado com gravuras e quadros consagrados reúne todos os ingredientes que contribuem para o fenômeno das refeições cerimoniais e recupera detalhes que ganham significado e desvelam um dos mecanismos sociais mais eficazes da hierarquização em classes no Ocidente. 

Banquete, Roy Strong

        

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