Tiquira: uma cachaça 100% brasileira| Expedição Comida
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Tiquira: uma cachaça 100% brasileira| Expedição Comida

Conheça a Tiquira, a única cachaça 100% brasileira em mais uma edição do nosso quadro, Expedição Comida.
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A Tiquira pode ser considerada a única cachaça 100% brasileira.

Na segunda parte da nossa expedição pelo Mercado das Tulhas, você vai conhecer a “Tiquira”, a cachaça genuinamente brasileira, feita de mandioca, conhecida também como aipim, em outras partes do país, um tubérculo de origem amazônica.

Nossa Tiquira é uma cachaça artesanal, tradicional do Maranhão, de forte teor alcoólico e cor azulada, devido à infusão de casaca de tangerina. Não é produzida industrialmente e é uma das estrelas do Mercado das Tulhas, quase todo comerciante de lá, vende a Tiquira.

Por ser feita de mandioca, alguns consideram que ela seja a única cachaça 100% brasileira, já que a cana de açúcar é de origem asiática. Seu nome é de origem tupi, e significa “gota”, uma provável referência ao processo de destilação, onde o líquido pinga.

Como a Tiquira é feita

Olha que máximo! “Curiando” pela internet, achei o processo de produção da Tiquira. Uma boa terapia para quem está na onda das bebidas artesanais. Apenas, MUITO CUIDADO, se você for se arriscar em uma tentativa caseira, a casca da mandioca é tóxica e precisa ser manuseada com cuidado para que ninguém corra o risco de ingerir veneno.

1. A mandioca é lavada, ralada e prensada. É esse processo, que retira os íons cianetos (o veneno) do ingrediente.
2. Desmancha-se a massa que se formou, com a mão. Você vai conseguir uma farofa grossa. Espalha-a a farofa sobre uma superfície quente, até formar uma pasta de aproximadamente trinta centímetros de diâmetro.
3. Essa massa deve ser assada até se tornar um grande beiju (uma tapioca).
4. Depois, os beijus frios são expostos ao ar e à sombra. Esse processo garante a proliferação espontânea dos esporos e dos fungos do ambiente e três ou quatro dias após isso aparecem sobre eles uma flora de micélios, de cor rosada.
5. O processo leva de doze a catorze dias, quando se diminui o teor de umidade dessas massas e os micélios da superfície chegam ao interior dos beijus, contaminando e sacrificando a massa e desdobrando todo o amido.
6. É necessário um recipiente que deve ter em média duzentos litros de capacidade para se adicionar a pasta e, depois, cobrir com água. Após um dia, virará uma massa desfeita e xaroposa que deve ser mexida e agitada para se uniformizar e arejar o mosto, que, deixado exposto, completará sua fermentação em dois dias. Terminada a fermentação, o mosto é destilado em alambiques de barro ou de cobre. Em cada operação, serão produzidos de quinze a vinte litros de tiquira, o que dá cerca de cem litros, no total.

Bom, como trabalhos muito demorados não são para mim, preferi ir ao Mercado das Tulhas e experimentar uma das Tiquiras prontas. Acompanhe a segunda parte da nossa Expedição Comida. 😀

Fonte do processo de produção da Tiquira: Wikipedia.

        

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